Comida picante pode prolongar a vida, diz estudo

Comida picante pode prolongar a vida, diz estudo

A ideia de que a comida picante pode prolongar a vida é a teoria de um novo estudo, que tem surpreendido pessoas com os resultados obtidos. Já sabe como a comida picante pode prolongar a vida?

Então, venha com o 1001 Dietas conhecer o estudo que deu origem a esta teoria.

O século XXI tem – e já o temos mencionado várias vezes – uma preocupação maior do que nunca com o corpo. Trata-se, sem dúvida, do século da demanda pelo corpo esbelto e sadio.

Ainda assim, esta não é a única caraterística dos nossos tempos. A globalização (e a adaptação da tradicionalidade estrangeira com adaptações locais, fenómeno conhecido como glocalização) fazem com que os alimentos típicos de outros países e culturas integrem, hoje, a nossa rotina alimentar.

Hoje, questionamos o que é a curcuma e queremos saber quais os tipos de caril e as suas propriedades, lançando-nos nos universos indianos e nepaleses. Rumando a África ou ao México, queremos saber mais sobre o loengo ou sobre as propriedades da malagueta ou do jindungo.

Os sabores do mundo começam a preencher as nossas mesas e, com esta realidade, cada vez mais, os próprios estudos da investigação científica se lançam sobre a temática, tentando compreender como determinados alimentos podem influenciar as nossas vidas.

Um destes estudos debruçou-se, em particular, sobre as comidas picantes e a malagueta, tendo feito descobertas surpreendentes.

Hoje, é sobre este estudo que nos debruçamos, para descobrirmos o que diz a ciência sobre a forma como a comida picante pode ajudar a prolongar a nossa vida.

Se quer saber mais sobre a comida picante e a esperança de vida, encontrou o artigo ideal para si.

Comida picante pode prolongar a vida, diz estudo

1. Qual foi o estudo que relacionou a comida picante ao prolongar da vida?

“A Relação entre o Consumo de Malagueta e a Mortalidade:

Um estudo estatístico baseado numa amostra alargada” (ou, no original “The Association of Hot Red Chili Pepper Consumption and Mortality: A Large Population-Based Cohort Study”) é o nome do estudo apresentado na Universidade de Vermont, onde se analisou a relação entre a esperança de vida e o consumo de malagueta. (1)

Este estudo baseou-se numa análise estatística que envolvia uma amostra de mais de 16 mil homens americanos, concluindo que, entre os anos de 1988 e 1994, 34% dos homens desta amostra faleceu mas que este número reduzia para apenas 22% entre os que incluíam a malagueta frequentemente na sua rotina alimentar.

Mais algum estudo comprova esta teoria?

Existem outros estudos realizados que apontam para resultados semelhantes. Um estudo realizado na China, em 2015, contou com uma amostra de 500 mil pessoas e comprovou, também, uma relação entre o consumo de comida picante e a redução do risco de morte em cerca de 14%. (2)

2. Por que razão a comida picante pode prolongar a vida, segundo os estudos?

Embora estes estudos tenham sido feitos com base em amostragem estatística, não tendo como função a estipulação clara das razões que levavam a esta situação, os especialistas apontam para que o composto ativo da malagueta – a capsaicina – seja a razão que leva ao aumento da esperança de vida em indivíduos que consomem mais comidas picantes.

A capsaicina, presente na malagueta e também noutros tipos de picante, como a pimenta e o chili. Entre as propriedades da capsaicina encontra-se a forma como esta promove a redução das inflamações e das dores; o seu papel na aceleração do metabolismo e também a sua ação no combate a doenças tumorais e cancerígenas.

Além disso, este composto previne a diabetes, melhora a circulação, fortalece o sistema imunitário e pode ajudar a reduzir a ansiedade e a prevenir a depressão. (3)

A redução das inflamações promovida por este composto pode ser a principal explicação da redução no índice da mortalidade em pessoas que consomem comidas picantes, já que, ao agir como um anti-inflamatório natural, este tipo de alimento pode prevenir doenças cardiovasculares como o enfarte do miocárdio ou o AVC.

3. Existem outros benefícios no consumo de comidas picantes?

Além de prolongar a vida, a comida picante pode, como podemos compreender pela presença da capsaicina, ajudar a cumprir outros objetivos relacionados com a nossa saúde. Entre os benefícios das comidas picantes para o organismo, destacamos as seguintes: (4)

– Promove a perda de peso pela forma como acelera o metabolismo;
– Age na prevenção e tratamento da prisão de ventre;
– Ajuda na recuperação orgânica depois de doenças por reforçar o sistema imunitário;
– Promove o descongestionamento nasal em fases de gripe ou resfriado;
– Dá um excelente aporte energético ao organismo;
– Ajuda no combate aos radicais livres, reduzindo o risco de doenças degenerativas e de envelhecimento precoce;
– Ajuda na desobstrução dos poros, melhorando a saúde e a aparência da pele.

Já sabia que a comida picante pode prolongar a vida? Costuma comer comidas picantes? Conte aos restantes leitores do 1001 Dietas qual é a sua comida picante favorita.

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